13 outubro 2009

Um à parte [14]... sobre suplementos

Mais um post da rubrica "Um à parte".

Acontecem situações no nosso quotidiano que, por vezes, para não chorar, rio!

Esta que vos trago é mais uma dessas situações.

Na minha modesta opinião, bastante caricata ao ponto de atingir o ridículo, e de uma tal promiscuidade que se entrelaça na vergonha! Mais, até a própria vergonha sente vergonha!!!

Falo-vos do Suplemento Especial de Pensão, conseguido por um ministro da defesa de um Primeiro Ministro, duma época em que a Tanga era moda.

Reparem nos documentos disponibilizados, um soldado português com uma comissão de 11 meses na Guerra Colonial, tem direito a 75 euros. 75 euros!?!?!?!!? Que fartura!!!

Já repararam neste soldado, que esteve na Guerra Colonial, na altura com os seus vinte e poucos anos de idade, a combater no mato, a defender a Pátria-Mãe arriscando a vida, arriscando a ficar deficiente, o que aconteceu a muitos deles, e porque esteve lá "somente" 11 meses recebe 75 euros!?!??!

E pergunto: Que suplemento é este? Mas que brincadeira vem a ser esta? A ideia até parece boa, verdade seja dita, mas dentro dos actuais parâmetros, será justa?

Onde chegámos! e... para onde vamos?

Mas relembro, são 75 euros anuais. Anuais!!!!!!! Já pensaram em dividí-los por 365 dias? Que gozo!

Sinto... nem sei!



5 comentários:

João Paulo Saragoça disse...

Então e eu que estive 15 meses na tropa, afastaram-me da família, da namorada, perdi oportunidades de emprego, trataram-me por vezes abaixo de cão... a que tenho direito?

Abraço!

siripipi alentejano disse...

A propósito desse suplemento recebi hoje da C.G.Aposentações a informação que com a minha pensão de aposentação me iria ser pago um suplemento de 138,00 € anual, pelos 26 meses de comissão como Furriel Miliciano em Angola.
O mais engraçado é que no regresso de Angola e como era Funcionário de Finanças tive que proceder ao pagamento da quota da C.G.A. para que pudesse contar esse tempo para o cálculo da Pensão de Aposentação, esse pagamento foi feito em 60 prestações, servindo de base o vencimento que auferia na altura (1971) e não o de Furriel que era menor.
Afinal, apesar do afastamento da família e amigos, fomos obrigados a fazer uma guerra que não queríamos.
Campo Maior, 14 de Outubro de 2009
siripipi-alentejano

João Paulo disse...

...Ou seja, são os esquemas da nossa máquina fiscal a funcionar... sempre em prol do... dela própria!!!!!

Anónimo disse...

Amigos
ESqueças a guerra colonial.
Quem lá foi já se esqueceu e quem morreu, já não é lembrado até pelos politicos da terra.Que nem no dia 10 de Junho mercem ser homenageados pelos próprios familiares.
Sou filho de um herois morto, mas perferia ser filho de um cobarde vivo. que ate se esqueceu que esteve lá.
Desculpem se ofendi alguém.

João Paulo disse...

Caro Anónimo 11.43, opiniões são opiniões. Temos de ter o bom senso de as aceitar, mesmo que não estejamos de acordo. E desde que não sejam brejeiras!
Obrigado pela visita e opinião!