05 fevereiro 2009

Igreja e Convento de Santo António

Neste 2º post venho mostrar a Igreja e Convento de Santo António, também conhecido por Convento da Imaculada Conceição (Antigo Convento de São Francisco), conforme descreve o site da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), cujas fotos aqui apresentadas são da sua responsabilidade, excepto a segunda.
















Descrição apresentada no site da DGEMN

Igreja e Convento de Santo António / Convento da Imaculada Conceição / Antigo Convento de São Francisco 
  
IPA 
Monumento 
  
Nº IPA 
PT041204010013 
  
Designação 
Igreja e Convento de Santo António / Convento da Imaculada Conceição / Antigo Convento de São Francisco 
  
Localização 
Portalegre, Campo Maior, Nossa Senhora da Expectação 
  
Acesso 
Lg. do Convento 
  
Enquadramento 
Urbano, meia-encosta, em terreno desnivelado, isolado, a S. do centro histórico da vila, próximo da Capela do Senhor dos Aflitos (v. PT041204030022 ), do Castelo e da Porta da Vila (v. PT041204030002) que lhe ficam a NO.; para S. afronta o Meio Baluarte de São Sebastião e o Baluarte da Boavista (v. PT041204030002). Possui cerca a NO. sendo a Igreja antecedida por adro ligeiramente elevado, lageado, limitado por muros e gradeamento com portão central, a que se acede por 3 degraus de cantaria; no interior do adro, adossados aos muros, bancos de alvenaria com assentos capeados, dois deles com espaldares recortados. Fachadas E. e N. abrindo para via de circulação automóvel, calcetada, nalgumas zonas com faixa separadora a calçada branca. 
  
Descrição 
Planta composta por igreja, claustro e dependências conventuais. Igreja de planta longitudinal, composta por coro-alto, nave única e capela-mor rectangular escalonadas, sala do trono ( actual sacristia ) e torre sineira. Fachadas de alvenaria rebocada e caiada, com molduras de vãos, cunhais, embasamentos e portadas e caixilharias de madeira pintados a azul celeste. Fachada principal a S., de três panos, os laterais correspondentes aos corpos dos edifícios conventuais flanqueando a Igreja;
  
Utilização Inicial 
Cultual: convento franciscano masculino 
  
Utilização Actual 
Cultual: convento de clausura de Concepcionistas Franciscanas 
  
Propriedade 
Privada: Igreja Católica 
  
Época Construção 
Séc. 17 / 18 / 20 
  
Arquitecto | Construtor | Autor 
ESCULTOR: José Francisco de Abreu (atr.) Séc. 18 
  
Cronologia 
1493 - fundação do convento primitivo pelos franciscanos Frei Jorge de Paiva e Frei Amador da Silva, sob a invocação de Santo António; 1514 - ampliação com a construção de um segundo convento; 1645 - mudança da comunidade para outro local e demolição do convento para ampliação das fortificações do castelo da vila (v. PT041204030002); 1685 - início construção do convento actual; 1709 - instalação da comunidade no convento; 1732 - conclusão da construção da igreja, segundo data no pórtico principal; 1738 - construção do claustro; 1834 - expulsão dos frades; 1942 - a pedido do Arcebispo de Évora, D. Manuel Mendes da Conceição Santos, chegam a Campo Maior 5 monjas espanholas, provenientes do Mosteiro da Conceição de Vilafranca del Bierzo que se instalam no arruinado convento entretanto adquirido pela Diocese; 1942 - 1968 - reconstrução do convento, com alteração de todo o interior na zona de clausura. 
  
Tipologia 
Arquitectura religiosa, barroca, rococó, vernacular. Igreja conventual franciscana de planta longitudinal composta por nave, antecedida por coro-alto, capela-mor escalonada, sala do trono e torre sineira adossada à fachada lateral direita; a linguagem do barroco vernacular é bem patente na fachada principal, virada a S., na qual a simplicidade do alçado, de tipologia ainda maneirista - pano único entre cunhais, rasgado por portal mármoreo munido de frontão aberto (único elemento erudito) e janelas simples - é animada pela alternância de frontões das janelas e sobretudo pelo frontão contracurvado, de características cenográficas, já barrocas. Característicamente rococó é a fachada S. de uma das dependências conventuais, com trabalhos de estuque de grande riqueza decorativa. No interior mantém-se a austeridade típica da arquitectura franciscana, que nem a riqueza decorativa dos retábulos em talha joanina ou em mármore rococó (com acento no contraste preto e branco) e dos estuques rococó parecem derrogar. Retábulos das Capelas laterais do Evangelho neo-clássicos e da Epístola bem como o retábulo-mor rococó; este de linhas, italianizantes, faz parte de um conjunto alargado atribuível a José Francisco de Abreu, nomeadamente, em Campo Maior, dos retábulos da Igreja de Nossa Senhora da Expectação (v. PT041204010005) e da Igreja de São João Baptista (v. Pt041204030012), da Igreja de Santo António de Borba (v. Pt040703010017), da Igreja de Nossa Senhora da Lapa (v. PT040714030010) e da Igreja dos Agostinhos (v. PT040714030005) em Vila Viçosa, dos retábulos laterais das igrejas da Madalena e de Santa Maria do Castelo de Olivença e do retábulo da capela-mor da Sé de Elvas (v. PT041207030001). Retábulos colaterais joaninos. Azulejos setecentistas. 
  
Características Particulares 
Os retábulos de mármore de grande riqueza decorativa; os trabalhos de estuque, quer no interior quer no exterior das fachadas. A cúpula bolbosa da torre sineira em forma de coroa fechada. A fundação do primitivo convento franciscano encontra-se ligada à família Silva, que se destacou na história da Vila, sendo hoje ocupado por irmãs concepcionistas, Ordem fundada por Santa Beatriz da Silva natural de Campo Maior *3. 
  
Materiais 
Alvenaria rebocada e caiada; mármore na moldura de vãos, pavimentos e retábulos; telha; madeira em retábulos, pavimentos, portadas e caixilharias. 
  
Bibliografia 
KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Portalegre, Vol. I, Lisboa, Academia Nacional de Belas-Artes, 1943; MATOS, Jorge Manuel Marques de, Igrejas e Capelas de Campo Maior, Campo Maior, Paróquia de Campo Maior, 1995; MAGALHÃES, Margarida, Santa Beatriz da Silva. Uma glória de Portugal, Lisboa, Rei dos Livros ed., 1999. 
  
Documentação Gráfica 
DGEMN: DSID 
  
Documentação Fotográfica 
DGEMN: DSID 
  
Documentação Administrativa 
Não definido 
  
Intervenção Realizada 
Diocese de Évora: 1942 - 1968 - obras de reconstrução do espaço de clausura. 
  
Observações 
*1 - dada a existência de clausura não foi possível o acesso às dependências conventuais; *2 - Keil refere no pavimento da capela-mor duas campas rasas datadas de 1738 e 1742 e no da nave uma sepultura brasonada e 4 outras datadas de 1713, 1736, 1738 e 1755; *3 - D. Brites da Silva (1424 - 1490), filha de D. Isabel de Meneses e de Rui Gomes da Silva, alcaide-mor de Campo Maior e Ouguela viria recolher-se a um convento de Toledo de onde lançou os fundamentos da Ordem da Conceição. 
  
Autor e Data 
Helena Mantas e Marta Gama 2002 / Rosário Gordalina 2004 
  

02 fevereiro 2009

Fortificações de Campo Maior - o livro

Como 1º post de Fevereiro, e porque a finalidade do objectivacm é divulgar Campo Maior, no bom e menos bom, eis aqui um bom motivo - dar a conhecer uma publicação, relacionada com esta magnífica Terra, da autoria do Professor Doutor Domingos Bucho "Fortificações de Campo Maior: história, arquitectura e restauro".

Nela encontramos informação valiosíssima sobre aquela que foi Leal e Valorosa Praça de Campo Maior. Desde descrições das fortificações ao sistema estrutural das mesmas passando também por aspectos de evolução arquitectónica e tipologia militar, até mesmo analisando intervenções urgentes, incita-nos a percorrer caminhos para melhor compreendermos a sua história, a nossa história!

Incluindo material iconográgico muito bom, é uma obra bastante interessante para quem gosta deste tema.




29 janeiro 2009

Um à parte... [5]

Hoje venho dedicar mais um post ao tema "Um à parte...", relacionado, nada mais nada menos, com a crise, a crise que se faz sentir, que tanta tinta faz correr, que tanta letra faz escrever, e que muitos, por tudo e por nada, tentam desculpar-se e atirar areia para os olhos dos mais distraidos.

Ora então, mostro-vos um artigo que bem ilustra o assunto, independentemente da ideologia do jornal, de onde retirei tal notícia e que me-é indiferente! O dito jornal pertence a um sindicato - STAL - Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, do qual sou sócio, infelizmente! Não pela instituição em si, mas sim pela conjuntura em que estamos envolvidos, aquela que nos suga, sem darmos por isso!...

Por isto e por aquilo... é de reflectir nesta coisa que alguns chamam de Política!... e reparem bem no sublinhado, que nada tem de ideologia!!!

Bem hajam!




27 janeiro 2009

Praça da República - ...

Mais duas "relíquias" do passado. A Praça da República ou, como agora lhe chamam, Praça do Munícipio, por volta de 1992.

Apreciem e vejam as diferenças!

Bem hajam... em prol da comunidade! :)





26 janeiro 2009

Um à parte... [4]

Pois é... Localização! Porquê?

Hoje de manhã, os nossos fiscalizadores de velocidade estavam lá outra vez! Na EN 246, as setas indicam o local. Como é hábito, bem escondidos. Para a próxima paro e tiro-lhes uma foto e coloco aqui!... Mas não os autuo!...

Boa viagem... e olho vivo e pé leve!



ps. Quero pedir aos caros colegas bloggers que não utilizem linguagem... dita feia, existem formas bem boas de dizer aquilo que se pensa, sem utilizar palavras e/ou frases menos próprias... pelo menos aqui no meu/nosso espaço. Sei que só dá vontade disso, mas... aqui não! Obrigado pela compreensão.
Passo, então, a publicar a opinião do Amigo Zé Camões:

Zé Camões disse...

Até metem nojo, caça à multa mais nada.
Esta atitude repugnante de quem nós governa e de quem manda nas nossas forças militares, merece novas medidas por parte do povo.
Eu sempre que há um radar na estrada, faço sinais de luzes para avisar.
No entanto quando há operações stop para verificar alcool ou outras coisas, não o faço.
O radar é uma acção deliberada de caça à multa.
Um Abraço e boa Semana.